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SOYA – Aceita representar uma marca de óleo de soja?

Todos os sábados, pela manhã, hábito herdado do meu pai , eu ia para o escritório, com menos rigor no horário, e cuidava de assuntos administrativos e pendências que, durante a semana, não conseguia resolver por falta de tempo. Era só expediente interno, e a porta do escritório ficava fechada.   Estávamos no final de 1978, e meu pai falecera há poucos meses, quando tomei a decisão de procurar um novo local para instalar o escritório da nossa empresa, uma vez que, com a lembrança muito forte do meu pai – a sua mesa ficava em frente à minha – não estava conseguindo trabalhar direito. Era uma ausência por demais presente, ali naquela sala, e eu passava os dias querendo trabalhar fora dali, para tentar minimizar a força da sua ausência.   Consegui uma boa casa, em frente ao mar da Baía de Todos os Santos, e para lá mudei a empresa.   A casa pertencia a um amigo, ligado à família Paes Mendonça, e anteriormente sediava a Rádio Clube de Salvador.   Embora o pro...

Profissão: Vendedor (...e na Bahia!)

Comecei a minha vida de vendedor aos 16 anos, como castigo imposto pelo meu pai.   A opção era: ou continuava no Colégio Militar onde entrei contra a sua vontade, pois ele achava - e com razão - que não ia dar certo; ou saía, passava a estudar a noite e trabalhar durante o dia, como vendedor da sua firma, R. PASSOS & CIA. LTDA;   O Companhia Limitada, era minha mãe!   E assim, passei um tempo acompanhando-o, - à época representante de grandes indústrias de embalagens - em visita aos clientes, na sua maioria, as maiores empresas da Bahia, como Cimento Aratu, Barreto de Araújo, Baroid, Chadler, etc.   Fiquei fascinado com a simplicidade com que ele entrava nas salas dos diretores, fechava negócios, almoçava com eles, jogava tênis, etc.   Pensei: M O L E Z A. Essa eu tiro de letra!   Findo o estágio, o meu pai me disse: O que você conheceu, são os MEUS clientes. Faça os SEUS!   Desapontado e preocupado, pensei: O que faze...

TOGA – REINVENTANDO O MESMO NEGÓCIO

Representávamos na época, uma outra empresa que produzia embalagens flexíveis. Era o nome técnico das embalagens com mais de um tipo de componente, como por exemplo: papel celofane + polietileno + alumínio + polietileno. Tudo isso laminado, resultava em uma embalagem, que, alem de propiciar um maior prazo de validade ao produto, agregava modernidade e beleza ao mesmo. As impressões eram fantásticas. Como são nos dias de hoje.   Imagino que estávamos no ano 1973. Eu, com 25 anos.   Fomos procurados por Rubén Eduardo Ferro, argentino, gerente de vendas da TOGA, indicado que fôra, por alguém de suas relações. Na ocasião, nos ofereceu a representação para os Estados da Bahia e Sergipe.   A TOGA era conhecida como a maior e melhor indústria de embalagens flexíveis e semi-rígidas da América do Sul. Sua antiga fábrica, ainda em funcionamento, ficava na Av. Tiradentes, em São Paulo, enquanto a nova, na Via Dutra, estava na fase final de construção. E com ela viria, um...